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sábado, 25 de abril de 2009

MOLDAGEM POR SOPRO CONVENCIONAL

Moldagem por Sopro

Processo em geral utilizado na obtenção de peças ocas através da insuflação de ar no interior do molde, de forma a permitir a expansão da massa plástica, até a obtenção da forma desejada. Aplicável geralmente à fabricação de frascos a partir de termoplásticos.
Os processos de moldagem por sopro podem ser separados em 2 tipos: moldagem por sopro via injeção (e injeção com estiramento) e moldagem por sopro via extrusão
O processo de moldagem por sopro via injeção é constituído das seguintes etapas:

-Produção de uma peça injetada via moldagem por injeção.
-Fechamento do molde sobre a peça oca.
-Introdução de ar comprimido para expandir a peça oca até a forma final.
-Resfriamento e extração da peça soprada.
Na moldagem por sopro via extrusão, o parison é produzido via extrusão, o qual é posteriormente inflado dentro de um molde. O processo pode ser contínuo, onde a pré-forma dentro do molde se move para longe da extrusora e uma nova pré-forma é instalada em um novo molde, ou descontínuo.
No caso de uma extrusão de tubo vertical ( para baixo), as etapas usuais do processo envolvem:

O parison desce;
Molde fecha;
Sopra-se ar por baixo ou por cima;
Resfria-se a peça em contato com a parede fria do molde;
Abre-se o molde;
Peça Extraida;
A diferença entre os processos de moldagem por sopro via injeção para o via extrusão está relacionada com a maneira de se produzir a pré-forma (parison).
Para a obtenção de um bom produto é aconselhável que o diâmetro da peça não ultrapassasse 3 vezes o diâmetro do tubo.
Normalmente, não há necessidade de escapes de ar neste tipo de moldagem, entretanto, quando necessário, em face da oclusão de ar em peças grandes, ou, a causa das superfícies de moldes polidas , são usados orifícios com diferentes diâmetros.
É mais interessante econômico o uso de superfícies ligeiramente ásperas ou tratadas com jato de areia do que as superfícies polidas, pois as paredes ásperas permitem o escape fácil de ar.
Variáveis que intervêm na operação
Temperatura da massa : Esta deve ser mantida num mínimo para reduzir o tempo de resfriamento, mas uma temperatura muito reduzida evitará a plastificação completa e dará margem ao aparecimento de tensões residuais no material, assim como fortes defeitos superficiais. Por outro lado, uma temperatura muito elevada aumenta o tempo de ciclo e pode dar lugar ao afinamento do pré-moldado, especialmente quando se necessita de um ou mais ou menos longo.
Temperatura do molde: Devem ser baixas, devido à importância de esfriar rapidamente o molde.
Velocidade de fechamento do molde: Uma velocidade demasiadamente elevada pode causar perdas do conteúdo do molde, de modo que se pode adicionar sistemas de retardamento de fecho do molde.
Pressão de ar: Para um bom trabalho de moldagem, necessita-se, na prática, de pressões de 5 a 7 Kg/cm2. Outros fatores de importância incluem a eliminação de jatos de ar, pelo perigo de esfriamento local, e a secagem do ar ou eliminação do óleo arrastado pelo ar desde o compressor.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

ISBM

Garrafa PET












INJEÇÃO-ESTIRAMENTO-SOPRO (ISBM)

Este processo, mostrado pelo video, difere da injeção-sopro por incorporar uam etapa mais ao ciclo, o estiramento. Esta etapa consiste em se estirar no sentido longitudinal a pré-forma injetada antes do sopro, deformando-a axialmente através de uma haste inserida pela abertura da própria pré-forma. O estiramento pode ser feito nos mesmos tipos de máquinas descritos no item anterior ou naquelas que recebem a pré-forma pronta.

A função do estiramento é orientar as cadeias moleculares do material plástico em duas direções (orientação bi-axial) para aumentar o desempenho do material em relação a resistência ao impacto, transparência, brilho superficial, barreira contra gases e rigidez. Além disso, é muito importante a redução do peso do produto, pois o ganho de resistência com o estiramento permite paredes com menor espessura e diminui o consumo de matéria-prima.

O PET é processado por injeção-estiramento-sopro para que a orientação molecular obtida no estiramento atue como barreira de gases, sendo, por isso, a resina mais utilizada para bebidas gaseificadas